sexta-feira, 4 de julho de 2014

A subversão.

Yuri Bezmenov, ex-agente da KGB, em um vídeo de 1984 (isto mesmo: EUA, 1984), já advertia a América e o ocidente para o plano de subversão pelo qual nós estávamos passando. É preciso mais de 20 anos para mudar a mente de uma nação inteira, pois é o tempo de 1 ou 2 gerações que aprendem algo e tomam o poder, ocupam posições importantes na sociedade. E os 20, 25, 30 anos se passaram, e aqui estamos nós com o resultado. E não pára por aí.

Quem nasceu antes de 1985 sabe muito bem do que se trata. Quem tem 30 anos ou mais tem a impressão de que nasceu em um mundo e de repente foi despejado em outro, diante de estranhos, com ferramentas estranhas, idioma estranho. Mas agora estamos aqui, neste mundo do modo que está. Talvez o divisor de águas neste ponto tenha sido a queda das Torres Gêmeas do WTC em 2001, pois antes o mundo era uma coisa, agora é outra...

 Mas voltando ao Brasil. Aqui o PT assumiu o governo em 2003, e de lá pra cá muita coisa "boa tem acontecido", como diz a Xuxa. O governo esqueceu seus planos como Fome Zero, e muito mais pessoas passam fome hoje do que "antigamente". Basta dar uma passeada pelas ruas da cidade e conferir. Os mendigos aumentaram, os de antigamente ainda estão lá junto dos novos, o crack tomou conta, virou pandemia, e impossível aceitar o discurso de governo que se preocupa com os pobres.

A criminalidade mudou muito. "Em 1991 meu cunhado foi assaltado. O ladrão levou uma jaqueta, uma carteira e um par de botas de couro. A bota era nova. Por ser morador antigo da região e conhecer os caras da rua, ele descobriu o autor, que foi encontrado um mês depois usando a jaqueta, as botas e a carteira em outro bairro."

Os criminosos assaltavam uma pessoa porque queriam ter uma roupa bonita daquelas, um par de sapatos daqueles. Mas o governo utiliza o estereótipo de antigamente para justificar o crime de hoje que é totalmente diferente. Hoje, ou o crime é organizado ou é cometido por drogados viciados que não querem usar "uma roupa igual a da zelite".

Eles roubam porque são viciados, e matam com muito mais facilidade, principalmente se são menores de idade, se conhecem a pessoa, se a pessoa não tem nada a oferecer e principalmente por causa da impunidade. Isto tudo patrocinado por um governo que fomenta a criminalidade sem se preocupar com o futuro do criminoso e muito menos da vítima.

Retornando à subversão, com certeza ela deu certo. A subversão é baseada em bagunça, em caos. Cristo disse que reino dividido não subsiste. E é exatamente esta ideia do marxismo instalado no Brasil desde a década de 50. O modelo soviético seduziu o ocidente porquê ele dá poderes totais ao governo, aos tiranos, ao estado, que se torna dono do indivíduo, e deste tira toda a liberdade. O comunismo e o fascismo são a mesma coisa quando dizem: "Tudo para o estado, nada contra o estado, nada fora do estado, nada pára o estado..."

O comunismo, que começou na União Soviética se espalhou pelo mundo. O modelo russo do início do séc XX baseado em gulags e escravidão total do povo soviético só deu certo porquê a propaganda era massiva, a subversão, a lavagem cerebral, a repressão era intensa. O medo do Partido Vermelho era a política corrente. Pessoas eram presas sem motivo, assassinadas ou mandadas para os campos de trabalho forçado. E os que ficavam livres recebiam notícia que aqueles presos tinham feito um comentário maldoso sobre o partido ou sobre Stalin. E isto ocorre em Cuba, na Coréia do Norte, na China, na Venezuela, nos países islâmicos, e começou a ocorrer aqui no Brasil.

Não esqueçamos do que tem ocorrido aos jornalistas que criticam o governo. Eles tem sido pressionados e a maioria tem sido extirpada dos seu trabalho por pressão de grupos comunistas (que se vêem como paladinos da liberdade), como o caso da jornalista Rachel Sheherazade, que foi processada pelo PCdoB.

O ensino público do Brasil já deixou de ser doutrinação há muito tempo. Este tempo já passou. Já é ponto pacífico entre professores e crianças que já não são mais levadas a pensar, que o marxismo é a oitava maravilha do mundo. Por um lado a mídia bombardeia nosso cotidiano de violência, por outro lado as crianças aprendem que para uma nação só cresce com o sacrifício de muita gente, como ocorre no marxismo. Então a conclusão é: - Nós vamos nos tornar uma nação melhor porque tem muita gente morrendo. E o governo militar passou por aqui e não fez absolutamente nada para combater o comunismo. Combateu a guerrilha que estava com fuzis nas mãos, e esqueceu da "guerrilha principal", que se infiltrou em universidades, igrejas e escolas, e acabaram por tomar conta de todo o sistema educacional do país.

O que vemos é que violência e morte é algo muito normal, e como  o comunismo matou muita gente, isto não importa tanto, afinal, pessoas morrem. Para os jovens, o comunismo é bom porquê lá tem um jovem revolucionário com uma boina e cara de maconheiro, super simpático, que queria só libertar seu povo dos tiranos capitalistas. Che Guevara, neste caso, é o exemplo máximo da propaganda mentirosa sobre o comunismo. Vendem a imagem do cara legal, que queria a liberdade, quando na verdade era um assassino frio, que fuzilava velhos, mulheres e crianças com o mesmo sangue frio que fumava charutos cubanos.

A subversão ocorre em níveis até mais profundos do que este. Assista aqui o vídeo de Yuri Bezmenov para começar a entender sobre isto.


A palestra de um ex-agente da KGB que servia aos interesses da (extinta?!?) União Soviética ou URSS como “jornalista subversivo” na Índia. Após desertar e sumir no meio de uma comunidade hippie com um disfarce e identidade falsa, ele finalmente chega ao Canadá em meados dos anos de 1970. Lá recebeu cidadania como refugiado e teve uma vida produtiva até morrer em 1993. Sua principal ocupação foi a partir de então denunciar todas as estratégias de subversão usadas pela URSS e demais países comunistas e socialistas que visavam com isso destruir lenta e gradualmente os valores mais importantes de uma nação democrática, como crer em Deus e ter seus valores morais e culturais preservados.

Para isso a KGB (serviço secreto da URSS) explorava seus agentes comunistas altamente treinados e doutrinados, travestidos de jornalistas, professores, estudantes, artistas, atletas ou médicos (Ops! isso me parece familiar...). Mas no meio da missão, ele desistiu de tudo, começou a simpatizar com a diversidade cultural e com a simpatia do povo indiano e desertou. E revelou ao mundo, principalmente aos norte-americanos, em diversas palestras e entrevistas que a subversão em suas diversas linhas de ataque já começava a surtir efeito nos Estados Unidos e em diversos países tidos como democráticos. Ele ainda alertava que para corrigir todo o estrago precisaria um processo de reeducação cultural e política que duraria toda uma geração, ou seja, de 10 a 15 anos.

Para meu espanto, a palestra aqui transcrita e que deixou os norte-americanos perplexos, foi concedida em 1983. Já era uma realidade o estrago social e não havia uma consciência popular dos danos causados pelos agentes da KGB naquela época. Passaram-se 31 anos, foram duas gerações totalmente alienadas e usadas como “idiotas úteis” pela subversão comunista em todo o mundo. Penso que reverter tudo isso atualmente é quase impossível. No Brasil já estamos colhendo no dia a dia os frutos desta subversão que causou grandes estragos na área religiosa, cultural, econômica e política, que nos levará à anarquia total e finalmente ao golpe final. Confiram a palestra dada por Yuri Bezmenov no ano de 1983 e tirem suas próprias conclusões. E que Deus nos ajude!

  "Subversão, vale lembrar, nunca é um ato imediato e radical; ao contrário, é quando entendemos muito bem os mecanismos e lacunas de um contexto a ponto de intervir sobre ele sem que ninguém perceba diretamente."

Para refletir. "O homem que está por vir".

A maioria não lutará por ideias abstratas como o marxismo, a menos que essas ideias sejam sentimentalmente e miticamente enxertadas em uma nação.
Eis o  porquê Dugin está trabalhando duro.

Foi Aristóteles quem nos disse em sua Metafísica que nossos antepassados “antigos e antiguíssimos” retratavam o sol, a lua e os corpos planetários como deuses. Esses antepassados acreditavam que “o divino envolve toda a natureza”. Mitos eram propagados pelos nossos ancestrais, disse Aristóteles, com o fim de “persuadir o povo e para fazê-lo submeter-se às leis e ao bem comum” (1).
Um famoso sedutor de multidões e criador de mitos do século passado chamado Adolf Hitler escreveu um livro intitulado Mein Kampf no qual postulava a teoria (leia-se mito) dos judeus como “os inimigos da raça ariana”. Ele confidenciaria mais tarde a seu criado particular, Heinz Linge, que os judeus não eram na verdade “uma raça”, mas representavam um estado de espírito ou ideia (i.e. um mito opositor).
Quando pensamos em um mito, pensamos em algo antigo pertencente aos povos primitivos. Selvagens e bárbaros acreditam em mitos, dizemos para nós mesmos (enquanto nós acreditamos na ciência!). Os vikings fundaram sua sociedade em cima de mitos, assim como os antigos germânicos, romanos, gregos e celtas. Não obstante, não somos muito diferentes hoje. O comunismo e o nazismo são mitos também. Ambos, por sua vez, desprezam o mito da democracia. Na Segunda Guerra Mundial, os três mitos do mundo moderno — comunismo, nazismo e democracia — lutaram uns contra os outros.
Seria tolice nossa achar que essa guerra acabou de uma vez por todas em 1945. Guerras que são combatidas em nome de ideias (leia-se mitos) são apenas interrompidas por períodos de paz. A continuação delas é assegurada pela mesma lei de causa e efeito que desencadeou o primeiro confronto. Relacionado a isso, o ideólogo russo e metafísico do Kremlin, Aleksandr Dugin, fez uma notável confissão em seu livro A quarta teoria política. Ele reclamou que seu partido nacional-bolchevique “havia degenerado em uma formação barulhenta e insignificante e depois começou a servir a forças ultraliberais antirrussas ‘laranjas’, alimentadas pelo Ocidente”.
Eis que vemos uma notável admissão de que um experimento deu errado, pois os agentes de Moscou (i.e. Dugin e seus associados) tentaram tomar para si os nazistas e usá-los sob a bandeira do nacional-bolchevismo, o que acabou dando errado e voltando contra eles mesmos. Para a infelicidade de Moscou, o nacional-socialismo nunca foi fácil de controlar. O marxismo aberto que impera na mídia e nas universidades parece ter obtido suas maiores vitórias por meio da infiltração, subversão e falsa propaganda. Ele sempre está tentando fazer uma dessas duas coisas: (1) ou fingindo reformar-se a si mesmo enquanto se alia aos liberais ocidentais ou (2) fingindo se nazificar para se unir aos nacional-socialistas. Ambas as estratégias possuem um problema fundamental. Fingimento ou acaba em você se tornando aquilo que você apenas fingia ser ou você é inevitavelmente desmascarado como o fingidor. Eis que chegamos aos limites da enganação e o ponto de partida para a próxima guerra mundial.
Há razões para pensar que a Europa começa a adotar um tipo reformado de nacional-socialismo, que por sua vez não será exclusivamente alemão. Essa nova formação será certamente desencadeada como reação à erupção do islamismo militante no continente europeu e pela derradeira debacle do multiculturalismo esquerdista. A incompatibilidade do Islã com a cultura europeia deverá, com o passar do tempo, servir como estimulante político. O levantar dessa nova cosmovisão não significará, claro, uma inevitável volta a um tipo de hitlerismo ortodoxo.
É sabido que a KGB se infiltrou no movimento nazista internacional após a Segunda Guerra Mundial, especialmente considerando que alguns dos principais oficiais nazistas — como Martin Bormann e Heinrich Muller — eram provavelmente agentes soviéticos (v. o livro de Louis Kilzer, Hitler’s Traitor). No nosso caso atual, um instrumento revivido pode facilmente se transformar numa metástase que pode se transformar no terror dos espiões-chefe de Moscou.  Ainda não sabemos como os alemães passaram os russos para trás durante o crucial período de 1989-90, dado que os russos pouco fizeram para unir a Alemanha e beneficiar os alemães. Se a inteligência alemã e suas estruturas militares eram tão débeis quanto sempre se mostraram, como eles conseguiram tomar a frente? Se os serviços de inteligência alertaram os democratas cristãos acerca da promoção de Angela Merkel ao mais alto cargo do governo alemão e os democratas cristãos ignoraram os alertas do serviço de inteligência, devemos nos perguntar: por que?
O nacionalismo tem vida própria. O marxismo nunca foi capaz de mobilizar aquilo que Hitler chamava de “as grandes massas”, pois é uma ideologia de divisão de classes. Na verdade, classes não guerreiam umas com as outras. São nações que guerreiam umas contra as outras. Essa verdade é auto-evidente na história. Stálin passou a ser nacionalista após a invasão alemã de 1941. Putin está adotando o nacionalismo agora mesmo, pois ele acredita que a guerra está chegando — isso ele aprendeu com Stálin. A maioria não lutará por ideias abstratas como o marxismo, a menos que essas ideias sejam sentimentalmente e miticamente enxertadas em uma nação. Eis porquê Dugin está trabalhando duro. Ele deve incitar o espírito bolchevique na Rússia pari passu ao seu flerte com a direita europeia, ou seja, ele precisa tornar um alinhamento artificial em algo natural. Como se vê, ele está traçando um caminho que foi antecipando por outra pessoa.
Na tarde do dia 30 de abril de 1945, quando Hitler disse a Heinz Linge que iria atirar em si mesmo e que esperava que Linge queimasse seu corpo, o infeliz criado perguntou ao führer: “Pelo quê vamos lutar agora?”. A última resposta citável de Hitler foi: “Pelo homem que está por vir”. A enigmática resposta, que parece ser assaz vaga, era na verdade concisa. Anteriormente, Hitler havia afirmado a razão pela qual lutava até o fim em Berlim. Ele disse que os historiadores não seriam gentis com ele nos anos que se seguiriam após a guerra; Entretanto, ele seria visto de modo diferente no futuro. Ele sugeriu sucintamente que o comunismo e a democracia estavam fadados ao fracasso. (Tal previsão é fácil de fazer, já que todas as instituições humanas são falhas.)
Em cinco séculos, nossos descendentes podem até concluir que Hitler era o mais astuto dos totalitários. Com efeito, ele foi um “arquiteto político”. E não seria acidental dizer que os políticos russos de hoje frequentemente usam a arquitetura como metáfora. Isso por si só já diz algo, pois Hitler estudou para ser um arquiteto e esteve envolvido em vários projetos arquitetônicos. Na verdade, todo o Terceiro Reich foi um projeto arquitetônico.
Pode se dizer que o design de Hitler era defeituoso. Não obstante, ele foi esperto — como se viu acima — e suas previsões frequentemente foram cumpridas. Ele sabia que outros viriam e fariam a mesma coisa que ele. Ele sabia que as potências vitoriosas da Segunda Guerra Mundial iriam implodir e talvez um dia se destruiriam. Esse dia pode estar por vir, embora esperamos que ele não esteja.
Dado o que está acontecendo atualmente, podemos nos perguntar quais “outros” mitos podem surgir em nosso tempo. Talvez algo inteiramente novo possa aparecer amanhã. Entretanto, a história nunca nos dá algo totalmente novo. Nosso legado e nossas tradições são solo rico para inspirações. Se a história se repete, e se as velhas ideias estão fadadas a voltar, o homem que está por vir inevitavelmente aparecerá — seja como a segunda vinda de um George Washington ou a segunda vinda de um Adolf Hitler.
(1) N.T.: Aristóteles - Metafísica (1074b2 a 1074b5.). Tradução: Marcelo Perine. Edições Loyola, 2005.
Tradução: Leonildo Trombela Junior